segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Teatro Espírito do Natal




“O Espírito do Natal” -
Personagens:
Espírito do Natal Passado: Raimundo
 Espírito do Natal Presente: Clarabela
 Espírito do Natal Futuro: Morte
 Roberto adulto
Roberto  criança
 Pai de Roberto
 Mãe de Roberto
 Jesus
 Empregada: Vânia
 Cobradora.
CLARABELA: É  véspera de Natal, nasceu o Salvador (ê,ê,ê,ê), tocam os sinos (Blim blom), cantam as igrejas (Aleluia!!!). (De repente se entristece) Mas no entanto existe alguém que me deixa muito triste. É Roberto. Ele não crê no Natal (ó,ó,ó,ó) e trata seus empregados muito mal (uh,uh,uh). Mas devo me calar já é quase meia-noite (Triiiiimm). Ele viverá algo diferente. Ele vem aí. (sai de cena) (entra os dois)
VÂNIA: Senhor, é véspera de Natal e meus filhos me esperam na igreja.
ROBERTO: E o que eu tenho haver com isso? você é paga para trabalhar até a hora que eu achar que deve. Eu preciso de você aqui e não me interessa se você já combinou algo com seus filhos, isso não me importa, mas se você quer ir, vá.
VÂNIA: Obrigada, eu sabia que o senhor entenderia.
ROBERTO: Querida acho que você é que não entendeu. Você está despedida! Boa noite!
VÂNIA: Mas senhor é véspera de Natal, não faça isso!!!
ROBERTO: Deus não existe e muito menos Natal, isso é só uma data que inventaram para ganhar mais dinheiro, e se não posso contar com você, está despedida, vá embora!!! Rua...
EMPREGADA: Deus existe, e Ele vê tudo o que você faz. E, acredite, ainda hoje Ele te mostrará a verdade. Feliz Natal !!! (Saem os dois, entra Raimundo com um volante)
RAIMUNDO: Deus me mandou aqui hoje, logo hoje, para ensinar uma lição a Roberto.
ROBERTO: Táxi, táxi.
RAIMUNDO: Pediu um táxi, senhor?
ROBERTO: É claro que sim, senão eu não teria gritado.
RAIMUNDO: O senhor é muito mal educado. Para onde?
ROBERTO: Casa 88 Avenida das Palmeiras, e rápido!
RAIMUNDO: Como quiser. Avenida das Palmeiras, dia 24 de dezembro de 1958. (Saem os dois correndo)
ROBERTO: Espere um pouco, você é louco. Parecia que estava dirigindo um carro de corrida, vou descer e não vou pagar. E esta não é minha casa.
RAIMUNDO: Você é que falou para correr, a culpa é sua. E esta é sua casa sim.
ROBERTO: Quem é você?
RAIMUNDO: Eu sou Raimundo, o Espírito dos Natais passados, ordenado por Deus que me mandou lhe mostrar isso:
ROBERTO: Ei espera um pouco, esta é a casa de minha infância.
(já deve estar em cena a mãe e Roberto, quando criança) (a cobradora do aluguel chega e bate na porta, o menino vai atender)
COBRADORA: Olha minha senhora, já faz três meses que você não me paga o aluguel. Trate logo de arrumar o dinheiro senão coloco todos vocês no olho da rua.
MÃE: Fica tranquila moça, meu marido saiu para arrumar emprego e vai trazer o dinheiro da senhora.
COBRADORA: Acho bom mesmo, ou então rua, rua, rua!!! (a cobradora sai e entra o pai de Roberto bêbado com uma garrafa)
MÃE: Você já estava bebendo de novo, arrumou emprego?
PAI: Mulher eu não bebo. Vocês acham que eu bebo? Tá vendo.
MÃE: Dinheiro para pagar o aluguel você não tem, mas para beber...
PAI: Mulher eu não tenho dinheiro para beber. E que saber de uma coisa, até logo, vou dar uma volta.
MÃE: Para beber não precisa de dinheiro. (o pai sai de cena)
MENINO: Mãe é véspera de Natal, me dá um presente.
MÃE: O meu filho, nesse ano papai noel não lhe trouxe presente.
MENINO: Mas a Senhora disse que esse ano ele não esqueceria.
MÃE: Assim que der, eu te dou um presente. (saem ambos)
ROBERTO: Eu me lembro que fiquei a noite toda esperando papai noel, mas ele não veio. Acho que estou ficando louco, minha imaginação está me pregando peças. (Clarabela entra vestida de mendiga)
CLARABELA: Oi seu moço. me dá um dinheiro, eu tô morrendo de fome.
ROBERTO: O garota, você me deu um susto, e eu não tenho dinheiro nenhum.
CLARABELA: Seu moço é Natal!!
ROBERTO: Eu não tenho nada a ver com isso. Talvez tenha alguns trocados para te dar (dá umas moedas).
CLARABELA: Obrigada seu moço e feliz Natal!!!
ROBERTO: Ah, não enche!. (pausa) Acho que devo pedir desculpas a minha secretária, vou ligar para ela. (vai até o orelhão) Você tem uma ficha para me arranjar?
MORTE: Não. (e olha dentro dos olhos)
ROBERTO: Jesus de Nazaré, o que é você?
MORTE: Fico feliz em ouvir você falar em Jesus. Eu sou o espírito dos natais futuros, eu sou a morte, vim lhe mostrar o que acontecerá a você se não mudar de atitude (mostra um pessoa deitada e um padre) é assim que morrerá, sem amigos, sem ninguém, devido a seu coração.
ROBERTO: Meu Deus!!!! (cai de joelhos e chora, entra Jesus e os três espíritos) Senhor me ajuda, não me deixe só.
JESUS: Nada tens a temer, tirarei teu coração de pedra e te darei um novo. Estive o tempo todo contigo, esperava este momento. Vá até a igreja e lá na casa de meu Pai encontrará o meu perdão.
ROBERTO: Como você sabe o que estava acontecendo?
JESUS: Tudo que está em seu coração, eu sei, agora feche os olhos. (saem todos) (Roberto chega a igreja e encontra Vânia)
ROBERTO: Vânia, Deus falou comigo e me disse para te pedir perdão e lhe dar o seu emprego de volta.
VÂNIA: Acho que não devo, o senhor foi muito grosseiro. Acho que posso lhe perdoar, mas não creio que possa trabalhar novamente com você.
ROBERTO: Mas agora eu acredito em Deus e no Natal. Mas eu só pude ver isso quando você me disse que Deus me daria uma lição. Mas não estou apenas pedindo para você voltar a ser minha secretária e sim minha sócia.
VÂNIA: Está bem, mas só depois do ano-novo.
ROBERTO: Como quiser. Obrigado. (saem todos e entra Clarabela).
CLARABELA: Deus toca todos os dias em nossos corações..
MENINO: Ei, quem é você?
CLARABELA: Eu sou Clarabela, o espírito do Natal presente. E peço a todos vocês que olhem em seus corações e se perguntem: será que somo como Roberto? E se alguns chegarem a conclusão que sim, lembrem-se de Deus e que para Ele tudo é possível. E tenham todos... UM FELIZ NATAL !!! 

Texto cedido por uma  irmã e carece de autoria ...