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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Texto Dia dos Pais - Peça Teatral

 
Peça Teatral Dia dos Pais

Um texto muito interessante que pode ser utilizado como Peça Teatral para o Dia dos Pais 

Perdão

(DESCONHEÇO AUTORIA)

 - Quero tanto que papai chegue! Disse Ricardo, muito triste e aflito.
    - Seu pai vai ficar zangado com você, respondeu a tia, que se achava na sala, fazendo tricô.
    Ricardo, levantando-se do sofá, onde estivera chorando havia meia hora, disse, indignado, a sua tia: Ficará triste; não zangado. Meu pai nunca fica zangado.
    Ouviram que alguém estava chegando. – Oh! Felizmente é ele que chega! Exclamou o menino, correndo em direção à porta, para encontrá-lo, mas voltou muito desapontado, dizendo: - Não era ele. Não sei por que está demorando tanto! Quero que volte depressa!
    - Parece que você está com desejo de ser castigado, disse-lhe a tia, que estava de visita, havia uma semana, e não era uma senhora amável, nem tinha muita simpatia pelas crianças.
    - Creio que gostaria de me ver apanhar, porém garanto que não terá esse prazer, retrucou Ricardo.
    - Confesso que um pouco de disciplina não lhe faria mal. Se você fosse meu, poderia ter certeza de que não escaparia, tornou a tia.
    - Mas, felizmente não sou seu, nem quero ser. Meu pai é bom e me quer bem, afirmou o menino.
    Ouviram-se passos, novamente, para os lados da porta, e o menino disse: - Tomara que desta vez seja ele mesmo! E, correndo, foi abrir a porta.
    - Olá, como vai, meu filhinho? Ora, que é que tens? Está triste? Que foi que aconteceu? Interrogou o pai.
    - Venha comigo, papai, disse-lhe Ricardo, puxando-o pela mão, para o escritório. O Sr. Gonçalves assentou-se e colocando o menino sobre os joelhos, perguntou: Que é que tem meu filho? Que aconteceu?  Pode contar a papai, sem receio.
   Os olhos do menino se encheram de lágrimas, enquanto procurava falar, mas não pôde por causa de um nó na garganta. Desceu, abriu um armário e trouxe os pedaços de uma estatueta quebrada e os pôs diante de seu pai. A peça fora comprada no dia anterior e, sendo uma obra de arte, custara muito.
    - Quem fez isto? Perguntou o pai, surpreendido.
    - Fui eu, papai.
    - Como?
    - Oh! Papai esqueci-me e joguei a bola aqui dentro de casa. Joguei-a uma só vez, mas quebrei a estatueta. Estou tão triste por ter feito isto, papai! E, dizendo isso, o menino desatou a chorar.
     O Sr. Gonçalves ficou pensando alguns momentos e depois disse:
    - Pois bem, Ricardo, não podemos desfazer o que já está feito. Você confessou, e está perdoado. Guarda os cacos. É claro que já sofreu bastante. Não é preciso que eu diga mais nada. Julgo que o seu castigo já foi suficiente e que aprendeu uma boa lição.
    - Oh! Papai, como o senhor é bom! Pode ter a certeza de que, daqui por diante, farei todo o esforço para lhe obedecer. Como gosto de meu paizinho! É o melhor do mundo! Exclamou o menino, dando um forte abraço no pai.
    Os dois foram, então, para a sala, onde estava a titia. Esta, vendo-os, disse: - Que menino feio é o Ricardo! Merece ser severamente castigado pelo que fez. O menino precisa aprender que não se brinca dentro de casa com bola. Certamente que ele vai pagar bem caro pela sua arte!
    - Já ajustamos contas, Julieta. Uma das regras desta casa é: sair das trevas e entrar na luz, o mais cedo possível, explicou o pai, amavelmente, à irmã que, no íntimo, era boa e somente um pouco severa.
    Julieta, surpreendida, ficou quieta. Refletindo sobre o incidente e concluiu que ambos tinham razão, e que era, mesmo, muito melhor sair das trevas do rancor e permanecer na luz do amor e da harmonia.

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