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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Peça Teatral - A VERDADEIRA MÃE

A VERDADEIRA MÃE

dia das mães

BASEADO
EM I REIS 3: 16-28

PERSONAGENS: Narrador, Salomão, Mulher 1, Mulher 2; Guarda 1;Guarda 2.
CENA 01: Salomão dormindo.

NARRADOR: Salomão, Salomão.
SALOMÃO: ( Assustado) Quem está falando? O que queres?
NARRADOR: O Senhor Deus de Jacó, Deus de seu pai Davi e quem te fala.
NARRADOR: Salomão, pede-me o que queres e eu te darei.
SALOMÃO: Senhor, meu Deus, a mim fizeste reinar no lugar de Davi, não passo de uma criança e não sei como conduzir-me. O povo é grande, tão numerosos que não se pode contar, dá-me pois um coração sábio para julgar teu povo com justiça.
NARRADOR: Já que pediste sabedoria e não riquezas, nem longa vida e nem a morte dos teus inimigos, dou-te coração sábio e inteligente e o que não pediste eu também te dou riqueza e glória. E se andares nos meus caminhos e guardares os meus estatutos e os meus mandamentos prolongarei os teus dias na terra
SALOMÃO: Obrigado meu Deus e Senhor. (Salomão acorda do sono)
CENA 02: ( Na casa das mulheres) Duas mulheres dormindo, uma dorme em por cima do filho e o mata, então ela troca o filho. A outra acorda e ao dar de mamar para o filho percebe o ele está morto e que ele foi trocado, começa a chorar e chama a outra mulher e fala que o filho é dela, então começa a discussão.
MULHER 1: Vamos resolver este assunto com o rei
MULHER 2: Isso mesmo, o rei resolverá.
CENA 03: ( No palácio do rei) As duas vem discutindo ( O filho é meu....).
Salomão está escrevendo e pergunta:
SALOMÃO: Guarda verifique o que está acontecendo, não estou conseguindo me concentrar
MULHER 1: Queremos falar com o rei Salomão.
GUARDA 1: Espere aí, vou ver se ele pode atendê-las.
GUARDA 1: Rei, tem duas mulheres querendo falar com você.
SALOMÃO: Pois bem. Mande-as entrar.
GUARDA 1: Entre para falar com o Rei.
MULHER 1 e MULHER 2: Ele pegou meu filho, é mentira....
SALOMÃO: Pare! uma de cada vez, você primeiro.
MULHER 1: Ah! Senhor meu, eu e esta mulher moramos na mesma casa, onde dei luz a um filho, três dias depois ela teve um filho. De noite o filho dela morreu porque deitara sobre ele. Ela levantou-se de madrugada e trocou as crianças. Quando fui dar de mamar para o meu filho percebi que ele estava morto e vi que não era meu filho.
MULHER 2: Ela está mentindo, este filho é meu.
MULHER 1: O filho é meu...
SALOMÃO: ( em pé) Você diz que este filho é seu ( apontando para a mulher 1) Você diz que é seu ( apontando para a mulher 2). De fato uma de vocês é a verdadeira mãe. Guarda, tive uma ideia, tragam-me um espada Divida a criança ao meio, daí a metade a uma mulher e a outra metade para a outra mulher.
MULHER 1: Não senhor, se é para matá-lo, de o meu filho para ela, é melhor ele vivo do que morto, por favor não o mate por favor ( com clamor).
MULHER 2: Divida-o sim meu rei, nem de o filho para mim e nem para ela.
SALOMÃO: Guarda daí está criança a esta mulher (mulher 1), porque de fato ela é a verdadeira mãe e quanto a esta outra ( mulher 2) prenda-a, pois, ela é impostora.
MULHER 1: Obrigado meu rei por julgar meu caso com justiça.
NARRADOR: Todo o Israel ouviu a sentença que o rei havia proferido e todos tiveram profundo respeito ao rei, porque havia nele sabedoria de Deus para fazer justiça.

NARRADOR: Aquela mãe amava tanto aquele filho que fez a escolha de quem ama de verdade: ela não pensou em si além do que era conveniente (Rm 12:3) e nem no sofrimento que teria. Diante das circunstâncias, ela optou pela perda e sofrimento para que a criança vivesse.

O amor verdadeiro é naturalmente generoso.








Fonte: retirada da net

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Teatro com Fantoches - Obediência

A HISTÓRIA DA OBEDIÊNCIA



teatro de fantoches-Samuel
Versão para impressão

Peça que pode ser apresentada com fantoches...
Narrador e Samuel falam sobre obediência

NARRADOR: Olá, crianças!!! Prestem muita atenção porque hoje vamos falar sobre obediência. E para isso vamos conversar com algumas pessoas que vieram para me ajudar a contar a história.

SAMUEL: (o narrador leva um susto) Olá, pessoal! Qual é? Tudo bem com vocês?
NARRADOR: Puxa! Que susto você me deu!
SAMUEL: Ah, desculpa, (tia Jeanne). Eu não queria assustar você!
NARRADOR: Tudo bem, já passou. Mas... quem é mesmo você?
SAMUEL: Ah, tia Jeanne, não tá me reconhecendo, eu sou o Samuel. O Filho de Ana e Elcana! Lembrou?
NARRADOR: Ah... sim! Samuel, tô lembrada sim! Tudo bem com você Samuel?
SAMUEL: Tudo maneiro, tia Jeanne.
NARRADOR: Bem, Samuel, agora você pode falar novamente com as crianças!
SAMUEL: Olá, pessoal! Qual é? Tudo bem com vocês?
NARRADOR: (leve as crianças a responder a saudação do fantoche)
SAMUEL: Quanta criança bonita, hein tia Jeanne?
NARRADOR: É verdade, Samuel, essa crianças são bonitas e também abençoadas!
SAMUEL: Que bênção, hein!
NARRADOR: Samuel, me diga uma coisa.
SAMUEL: O que é, tia Jeanne?
NARRADOR: Samuel, sabe que um dia eu li a sua história na bíblia?
SAMUEL: É mesmo, tia Jeanne! A minha história tá na bíblia sim. Mas o que foi que você leu sobre mim, tia Jeanne?
NARRADOR: Ah... eu li uma coisa muito interessante. Eu li que seu pai e sua mãe queriam muito ter um bebê e que oraram muito a Deus pra você nascer, é verdade, Samuel?
SAMUEL: É verdade sim! É verdade sim! Minha mãe orou e disse que se Deus lhe desse um filho, ela o consagraria e o entregaria no altar de Deus.
NARRADOR: Ah, então sua mãe orou ao Senhor porque ela queria ficar grávida? (chegando mais perto de Samuel) E Deus ouviu a oração dela?
SAMUEL: É claro, né tia Jeanne. Olha eu aqui!
NARRADOR: Ah... (ops), é claro! É mesmo, você está aí!!! Você é a prova de que Deus ouviu a oração de Ana.
SAMUEL: (balança a cabeça várias vezes pra concordar)
NARRADOR: E porque Deus respondeu a oração de sua mãe, ela cumpriu o voto que fez, não é isso, Samuel?
SAMUEL: É isso mesmo, tia Jeanne. E o voto era que ela me deixaria no templo pra ficar junto do sacerdote Eli para aprender mais sobre Deus.
NARRADOR: É mesmo (pausadamente), Samuel?
SAMUEL: Isso, isso, isso!
NARRADOR: E... Samuel... (pausa com possível desconfiança).... Me diga uma coisa aqui. (chega bem perto do Samuel)
SAMUEL: (Se inclina para o narrador)
NARRADOR: Quando sua mãe disse que você tinha que ficar lá com o sacerdote Eli... você ... você, assim... você...
SAMUEL: Pode falar tia Jeanne!
NARRADOR: Você obedeceu?
SAMUEL: Sabe tia Jeanne, eu decidi uma coisa na minha vida.
NARRADOR: E o que foi que você decidiu, Samuel?
SAMUEL: Eu decidi que quero ser sempre obediente.
NARRADOR: É mesmo, Samuel? Mas isso é uma coisa muito boa!!! Parabéns, viu!!!???
SAMUEL: O... tia Jeanne.
NARRADOR: O que foi, Samuel?
SAMUEL: Será... que essas crianças que estão aqui são todas obedientes?
NARRADOR: Eu não sei, não. Mas... pergunte pra elas, ué!
SAMUEL: Posso perguntar, tia Jeanne?
NARRADOR: Pode sim Samuel.
SAMUEL: Crianças, vocês são obedientes? (pausa) Quem é criança obediente aqui levanta a mão!
NARRADOR: Olha, Samuel, viu quanta criança aqui é obediente?
SAMUEL: Vi sim, tia Jeanne. Isso é muito bom.
SAMUEL: Mas tia Jeanne, eu conheci filhos desobedientes.
NARRADOR: É mesmo Samuel? E quem são esses filhos desobedientes?
SAMUEL: Ah, vou dizer o nome deles: é Hofni e Finéias.
NARRADOR: Ah... sei. Sei sobre eles.
SAMUEL: Ah, tia Jeanne, conta para as crianças sobre eles, conta. Vou ali e já volto. Quando você terminar de contar eu volto, ta?!
NARRADOR: Tá bom, Samuel, eu vou contar.
SAMUEL: Fica balançando a cabeça de vez em quando para concordar com a história que está sendo narrada.
NARRADOR: Sabe crianças, existiram duas crianças na bíblia chamadas Hofni e Finéias. Como era o nome delas? ... ... Muito bem! Essas crianças não foram obedientes ao seu pai. Eles desobedeciam, eles faziam coisas erradas, eles falavam palavrões, ... E sabe o que aconteceu? Elas não viveram muito tempo.
SAMUEL: Que pena!!!
NARRADOR: É. Que pena mesmo, não é Samuel? Mas você sabe que eles morreram porque não foram obedientes? É isso mesmo. Quem não é obediente pode morrer cedo, sabia.
Mas ninguém precisa ficar preocupado, é só ser obediente, não é mesmo?!
NARRADOR: O nosso amigo aqui, o Samuel da bíblia, ele sempre foi obediente ao sacerdote Eli, aos seus pais e também a Deus. Não é Samuel?
SAMUEL: Só balança a cabeça confirmando.
NARRADOR: Então...
MÃE: (voz oculta) Samuel! Samuel!!
SAMUEL: Hi, tia Jeanne, preciso ir, minha mãe tá me chamando. E como eu sou obediente, eu vou rapidinho. Tchau criançada! Até a próxima!!!! FUI!!!
NARRADOR: Vamos dar tchau pro Samuel crianças? Tchau!!!!!!!!
NARRADOR: Viu pessoal como o Samuel é obediente? E por ser obediente, ele agradou muito ao Senhor!
NARRADOR: Não sejam como aqueles dois irmãos, Hofni e Finéias que foram desobedientes. Seja como Samuel.
Fonte WEB

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O BOM PASTOR - Peça Teatral

Peça Infantil Teatral
O Bom Pastor, Peça infantil baseada no texto bíblico, da ovelha perdida
(João 10, 27-30).
Com a ajuda do narrador, há a aplicação do texto para as nossas vidas.

(As ovelhas podem ser feitas de papel e colocadas num palito – nesse caso cada criança vai segurar uma ovelha. Pode ser também apenas uma ovelha de boneco – fantoche ou pelúcia – que será a ovelha perdida)
NARRADOR – Há muito tempo atrás vivia um pastor que tinha cem ovelhas.
(Entra o pastor – na verdade Jesus – com um cajado nas mãos, próprio de pastor da época).
NARRADOR – Ele falava com as ovelhas e as ovelhas conheciam sua voz.
PASTOR – Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. (senta-se, observando as ovelhas)
NARRADOR – As ovelhas seguiam o pastor por onde quer que ele fosse. Mas um dia uma das ovelhas se desviou do caminho e se perdeu.
(Uma das ovelhas sai por um dos corredores laterais e vai até o fundo da igreja).
NARRADOR – O bom pastor percebeu que uma das suas ovelhas havia se perdido.
(Jesus se levanta)
PASTOR – Meu Pai (olha para o céu) que me deu essas ovelhas é o maior de todos, e ninguém pode tira-las da mão do Pai. Me esperem aqui.
NARRADOR – E dizendo isso o bom pastor deixou as 99 ovelhas no campo e foi atrás da ovelha que se perdeu.
(O pastor sai pela igreja procurando a ovelha perdida)
NARRADOR – Longe do pastor a ovelhinha estava passando fome, frio e medo. Quando a ovelha viu o pastor ficou feliz da vida. (a ovelha se aproxima do pastor) E quando o pastor achou a ovelha perdida ele ficou tão contente que disse a todos:
PASTOR – Alegrem-se comigo! Porque minha ovelha estava perdida e eu a encontrei. (volta para frente com a ovelha encontrada)
NARRADOR – Essas ovelhas somos todos nós: homens, mulheres e crianças. E esse pastor é Jesus. Quando nos desviamos do caminho de Deus, Jesus nos oferece outra chance: a chance de voltar para perto Dele. Através do arrependimento podemos reencontrar Jesus, reencontrar o caminho do céu.
PASTOR – (Já na frente) Eu lhes digo: hoje haverá muita alegria no céu, porque um pecador se converteu.
NARRADOR – Haverá festa e alegria porque um pecador foi resgatado do pecado e terá a vida eterna com Jesus. E nós? Será que estamos no rebanho de Jesus, seguindo junto com as 99 ovelhas? Ou será que estamos perdidos como aquela ovelhinha, com fome, com frio, na escuridão, sem ter a luz de Jesus?
É tempo de se reencontrar com nosso bom pastor, que nos guia pelo caminho da santidade e do perdão, da justiça e do amor, que nos guia pelos caminhos de Deus!
(Música. Sugestão: dar uma lembrancinha – um cartão impresso no computador, com a frase “O Senhor é meu pastor – nada me faltará!”. Se possível com um desenho de Jesus carregando a ovelha perdida).





Fonte: teatrocristao.net



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Barrabás - Peça Musical

Barrabás
 Por: Vicente Souza, 05 de abril de 2008.

Personagens:
Barrabás
Soldados
Jesus
Amigos
Grupo de coreografia

Barrabás está na prisão triste, pensativo porque irá morrer. De repente entra dois soldados e fala:

Soldado: Barrabás hoje é o último dia da sua história, tu vai morrer porque é miserável, indigno, malfeitor, bêbado, tu fez muita gente sofrer, mentiu, roubou e até matou. Hoje é o dia da tua condenação.
Obs: os dois soldados saem e volta para o lugar onde estavam.

Barrabás: baixa a cabeça e fica mais pensativo ainda.

Passado alguns minutos chega outro soldado e comenta:
Soldado: Ele será solto, outra pessoa vai morrer em seu lugar.
Barrabás se espanta, pensado ele (alto)
Barrabás: chegou a minha hora de morrer, pagarei por todos os meus pecados.
Os soldados chegam tiram as correntes e falam:

Soldado: Barrabás! hoje é seu dia de sorte, o Senhor teve misericórdia de ti, um homem sem pecado, justo, ele vai morrer em seu lugar.  O Senhor teve compaixão de ti, agora vai, você está livre.

Barrabás:  sai alegre, meio que desconfiado, volta e pergunta ao soldado:
Quem é este homem?

O soldado responde: É Jesus de Nazaré.

Então Barrabás vai embora para a sua casa, no caminho encontra com 3 amigos e eles o convida para sair dizendo:

Amigo 1: Barrabás, que bom que você está solto!
Amigo 2:  Hoje nós vamos comemorar a sua saída!
 Amigo3 Vamos beber, fumar e fazer as coisas que fazíamos antes.

Barrabás se afasta e fala: Não! Eu não posso mais fazer isso, vocês não sabem o que aconteceu comigo. Preste atenção no que vou falar:

Começa a tocar a música e o grupo dee coreografia  entra.

Música: Barrabás
Anderson Barony

No final ele fala: vá para sua casa e faça o mesmo, não peques mais!






Jesus Menino - Peça Teatral

Jesus, o menino que viveu uma grande aventura. - Lucas 2.41-52
Personagens: Jesus menino; Maria; José; Isabel; Sacerdote 1; Sacerdote 2; Crianças (quantas quiserem ou puderem); Adultos - homens e mulheres (quantos puderem ou quiserem); Voz.

Maria: Jesus! Jesus!
Maria: Jesus, meu filho! Vem para casa que já está na hora! (põe a mão sobre os olhos, procurando pelo filho)
Jesus menino entra correndo na Igreja
Jesus menino: Mãe! Mamãe! Eu tava brincando lá do lado do poço com a minha turma! (dá um abraço na mãe e os dois começam a conversar)
Maria: É mesmo, meu filho? E do que vocês estavam brincando? Você está suado!!!
Jesus: Ah, nós estávamos brincando de faz de conta. Eu era o profeta Daniel, o João era o Rei e a Ana, a Isabel, o Tiago e o Jeremias eram os leões. (fala com muito entusiasmo) Mamãe, o Jeremias fingiu tão bem que era um leão, que até eu fiquei com medo! Até as garras do leão ele fez colando espinhos nas mãos com cera de abelha! Foi um sucesso!!
Maria: Puxa, filho, que brincadeira boa! Mas eu vi que o Barnabé e o André não estavam com vocês. Porquê?
Jesus: Sabe, mãe, é aquele velho problema... O pai e a mãe deles não os levam na Igreja. Dizem que eles ainda são muito novos. Então, o que acontece: eles não conhecem as histórias dos profetas, têm vergonha de brincar com a gente. Em lugar disso, ficam só espiando de longe, brincando de luta e de caçar passarinhos.
Maria: Mas que coisa triste, filho. Eu acho que eles iriam gostar muito de participar da Igreja, não é mesmo?
Jesus: Ah, mas com certeza, mamãe! E além disso, eles iriam aprender coisas boas, e não essas bobagens que eles fazem.
Maria: Você sabe, filho, José e eu já pedimos tanto para os pais levarem o Barnabé e o André na Igreja. Mas eles sempre inventam alguma desculpa: ou ainda não terminaram o trabalho, ou estão muito cansados, ou vão receber uma visita, ou precisam preparar a comida... (olha com desânimo para o chão) E tudo isso são só desculpas. Se eles quisessem, poderiam levar os meninos na Igreja. Eu tenho muito medo de que eles ainda vão sofrer muito na vida por causa desses meninos. Afinal, se eles não estão aprendendo coisas boas, certamente estão aprendendo outras coisas, talvez não muito legais. Ontem mesmo nós conversamos com a mãe deles, e ela disse que a gente não tinha nada a ver com a vida deles, que cada um devia cuidar do seu nariz. José e eu quase choramos!
Jesus: Mas em todo caso eu e minha turma não desistimos, mamãe. Nós estamos sempre convidando eles para brincar conosco, e dizendo para eles pedirem para os pais levarem eles na Igreja. Quem sabe um dia isso muda! (abraça a mãe mais uma vez e dá um beijo estalado, bem barulhento, em sua bochecha) Ah, mamãe, muito obrigado por me levar sempre na Igreja!
Maria: Eu e José é que agradecemos todos os dias porque Deus nos deu de presente você e os seus irmãos e irmãs. Nós temos orgulho de ter uns filhos tão obedientes e educados! (Maria olha para o céu e percebe que o dia está passando) Nossa, filho, o tempo passou rápido! Já está na hora de sairmos para a nossa viagem a Jerusalém.
Jesus: Jerusalém! Oba!!! Vamos poder ir de novo no Templo! Vamos logo mamãe, porque eu quero ajudar o papai a guiar os jumentos!
(os dois saem do palco de mãos dadas, conversando animados sobre a viagem)


Esta cena acontece no templo de Jerusalém. Ela inicia sem falas, apenas com fundo musical. O cenário é divido em três partes ou ambientes: em uma delas, os homens estão sentados, enquanto que um deles, o sacerdote está um pouco mais alto(pode ser num banquinho) com a Bíblia aberta e lê um trecho - tudo com mímica. Em outro ambiente estão as mulheres, ajoelhadas, orando. Num terceiro ambiente estão as crianças e um adulto com elas. Algumas podem estar desenhando, outras cantando. Todas as pessoas demonstram alegria de estar no Templo. Depois de algum tempo, os homens e mulheres vão levantando, encontrando-se uns com os outros, buscando as crianças e voltando para casa. Maria e José voltam com seus filhos e outros adultos e crianças. Jesus não está com eles. Vão caminhando bem devagar, conversando entre si, alegres, pelo corredor da Igreja. Maria e José começam a procurar por Jesus, sem o encontrarem. A música vai diminuindo aos poucos:

Maria: Isabel, minha prima, Jesus está com vocês?
Isabel: Não, Maria. Nós o vimos pela última vez lá no Templo... Será que ele não está com os meninos do Ezequiel?
Maria: Eu acabei de falar com eles. Jesus não está lá não! (põe a mão na cabeça, desesperada) Senhor, onde pode estar meu filho? E se ele estiver correndo perigo?
José (chegando apressado): Maria, já passei em todas as famílias que estão viajando conosco e Jesus não está com nenhuma delas. Todos viram Jesus pela última vez no Templo.
Maria: Mas então, José, vamos voltar e procurar nosso menino!
José: Eu também pensei em fazer isso, Maria. Estou muito preocupado com Jesus! Vamos aproveitar e voltar logo para Jerusalém, antes que o nosso grupo viaje para mais longe, e nós fiquemos sozinhos para a viagem de volta! Eu já peguei água e um pedaço de pão para a viagem (mostra a bolsa que carrega consigo)
Maria (voltando-se mais uma vez para Isabel): Isabel, você poderia cuidar de nossos outros filhos enquanto José e eu voltamos ao Templo?
Isabel: Com certeza, Maria. Agora vão logo, que nós vamos acampar aqui para esperar vocês!
José e Maria saem apressados para um lado, abraçados, enquanto que o seu grupo sai pela porta da Igreja.


Esta cena se passa novamente no templo. Ao serem abertas as cortinas, vê-se Jesus sentado no chão, junto com outros homens, sacerdotes e professores. Todos estão com suas Bíblias abertas em Isaías 11. Um dos sacerdotes começa a ler:

Sacerdote 1: Vejam o que o profeta Isaías falou: "Virá um descendente do rei Davi, filho de Jessé, que será como um ramo que brota de um toco, como um broto que surge das raízes. O Espírito do Deus Eterno estará sobre ele e lhe dará sabedoria e conhecimento, capacidade e poder. Ele temerá ao Deus Eterno, e conhecerá a sua vontade".
Sacerdote 2: Há muitos anos, todas as vezes que nós lemos este trecho, perguntamos qual será o rei que Deus irá enviar para nos ajudar. Este que agora nos governa nem é da casa de Davi. E também o nosso povo não possui mais exército, para este rei tomar o poder. O que vocês acham, amigos: de que aldeia deverá vir o nosso futuro rei?
Jesus (Coloca-se em pé e fala): Peço licença aos senhores. Eu acho que vocês não deveriam esperar por um rei poderoso. Vejam que o texto do profeta fala que ele vai ter sabedoria e conhecimento, que vai ter muito respeito por Deus e que o Espírito Santo está com ele. (nesse momento José e Maria vão entrando e ouvindo em silêncio, mostrando admiração pelo conhecimento de Jesus) Mas o texto não fala se vai ser um rei. Talvez possa ser apenas um menino, um filho de carpinteiro...
Sacerdote 1: Nossa, mas que menino inteligente!
Sacerdote 2: Que idéia revolucionária. E como conhece bem a palavra de Deus!
Jesus: Pois é, isto é porque desde pequenininho meus pais sempre me trouxeram para o Templo, e em casa me ensinaram as orações e os cantos do culto.
Sacerdote 1: E como é seu nome, menino?
Jesus: Meu nome é Jesus, e vim lá de Nazaré... (José interrompe)
José: Jesus! Você ficou para trás e perdeu-se do nosso grupo. Nossa família já viajou um dia inteiro e sua mãe e eu voltamos para lhe procurar.
Maria: Meu filho! Você me deu um susto tão grande!! Seu pai e eu ficamos desesperados, pensando que algum mal poderia ter acontecido com você! (Jesus sai da roda e abraça José e Maria):
Jesus: Mamãe! Papai! Perdoem-me! Eu não quis preocupar vocês! Eu nem vi o tempo passar, e não percebi que vocês já haviam partido! Mas vocês sabem que quando estou na casa de meu Pai (mostra com gesto largo o Templo ao seu redor) eu esqueço de tudo, esqueço até de comer! Mais uma vez, perdoem-me!
José: Tudo bem, meu garoto. Nós sabemos que você não fez por mal. Mas agora vamos embora, que o pessoal acampou só para nos esperar.
Maria: É, e com certeza vão rir muito da nossa aventura. Mas por favor, não faça mais isso, que meu coração de mãe não vai aguentar!
Os três saem do altar rindo, felizes. Pode-se colocar uma música de fundo, que vai diminuindo de volume aos poucos enquanto uma voz fala. Durante esta fala, todos os atores e atrizes voltam para o altar e dão as aos. Quando termina a fala, curvam-se para agradecer à "platéia".
*Voz: "Jesus crescia no corpo e em sabedoria. Era um bom filho e um ótimo amigo. Tanto Deus como as pessoas gostavam cada vez mais dele." 

A VITÓRIA DE ANA - Peça Teatral

 A VITÓRIA DE ANA

 Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão,
Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra Penina.  Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.
De ano em ano este homem subia da sua cidade para adorar e sacrificar ao Senhor dos exércitos em Siló. Assistiam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.
No dia em que Elcana sacrificava, costumava dar quinhões a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas;
Porém a Ana, embora a amasse, dava um só quinhão, porquanto o Senhor lhe havia cerrado a madre.
Ora, a sua rival muito a provocava para irritá-la, porque o Senhor lhe havia cerrado a madre.


Elcana - Ana, por que choras? E porque não comes? E por que está triste o teu coração? Não te sou eu melhor de que dez filhos?

Então Ana se levantou depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, sacerdote, estava sentado, numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor.

Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou muito, e fez um voto, dizendo:

Ana - ó Senhor dos exércitos! Se olhares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas se deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e pela sua cabeça não passará navalha.

Continuando ela a orar perante e Senhor, Eli observou a sua boca;
Porquanto Ana falava no seu coração; só se moviam os seus lábios, e não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada,

Eli - Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho.

Ana - Não, Senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; não bebi vinho nem bebida forte, porém derramei a minha alma perante o Senhor.

Eli - Vai-te em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.

Ana - Ache a tua serva graça aos teus olhos

Assim a mulher se foi o seu caminho, e comeu, e já não era triste o seu semblante.
 Depois, levantando-se de madrugada, adoraram perante o Senhor e, voltando, foram a sua casa em Ramá. Elcana conheceu a Ana, sua mulher, e o Senhor se lembrou dela.
De modo que Ana concebeu e, no tempo devido, teve um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao Senhor.
Subiu, pois aquele homem, Elcana, com toda a sua casa, para oferecer ao Senhor o sacrifício anual e cumprir o seu voto. Ana, porém, não subiu.

Ana - Quando o menino for desmamado, então e levarei, para que apareça perante o Senhor, e lá fique para sempre.

Elcana – faze o que bem te parecer; fica até que o desmames; tão-somente confirme o Senhor a sua palavra.

Assim ficou a mulher, e amamentou seu filho, até que o desmamou.
Depois de o ter desmamado, ela o tomou consigo, com um touro de três anos, uma efa de farinha e um odre de vinho, e o levou à casa do Senhor, em Siló; e era o menino ainda muito criança.
Então degolaram o touro, e trouxeram o menino a Eli;

Ana - Ah, meu Senhor! Tão certamente como vive a tua alma, meu Senhor, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao Senhor.
Por este menino orava eu, e o Senhor atendeu a petição que eu lhe fiz.
Por isso eu também o entreguei ao Senhor; por todos os dias que viver, ao Senhor está entregue.

E adoraram ali ao Senhor. 




Fim

A história de Jó - Peça Musical

A história de Jó

Personagens:
Narrador
4 Mensageiros



Narrador:
Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal.
E nasceram-lhe sete filhos e três filhas.
E o seu gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; eram também muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente.
E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles.
Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente.
E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.
Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.
E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.
Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde?
Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra.
Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face.
E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.
E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmão primogênito,
Que veio um mensageiro a Jó, e lhe disse:
Neste momento Jó já estará no palco (altar).
Todos os mensageiros entrarão correndo, assustados para dar a notícia.
A medida que forem dando a notícia, já ficarão  posicionados em duas filas (2 de cada lado e Jô ao fundo) . Lembramos que esta apresentação pode ser feita por meninas sendo mensageiras, de acordo com a disponibilidades dos participantes.
Mensageiro 1:
Os bois lavravam, e as jumentas pastavam junto a eles;
E deram sobre eles os sabeus, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova.
Estando este ainda falando, entra outro mensageiro

Mensageiro 2:
Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu, e só eu escapei para trazer-te a nova.
Estando este ainda falando, entra outro mensageiro

Mensageiro 3:
Ordenando os caldeus três tropas, deram sobre os camelos, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova.
Estando este ainda falando, entra outro mensageiro

Mensageiro 4:
Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito,
Eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova.

Neste momento, Jó cai ao chão, em seguida fica de joelhos e com as mãos estendidas aos céus diz:
Jó:
 Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor.
Narrador: Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.

Neste momento toca a musica de Rose Nascimento: Jó.
Os mensageiros farão uma coreografia e Jó continuará ao fundo sendo apontado pelos mensageiros quando necessário, de acordo com a música.


Fica muito linda essa apresentação. Já fiz com adolescentes de minha igreja. Recomendo!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A vida de Jó - Peça Teatral

A vida de Jó


Personagens:
Jó:
Esposa de Jó:
Amigos de Jó:
Deus:
Satanás:
Mensageiros:

Narrador: Havia um homem, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Nasceram-lhe 7 filhos e 3 filhas (entram os filhos). Possuía muitas riquezas, muitos funcionários ao seu serviço, de maneira que eram os maiores números da região. Seus filhos visitavam uns aos outros e faziam banquetes e convidavam às irmãs para comerem e beberem com eles. (faz um cenário semelhante a um banquete). Decorridos esses banquetes, Jó chamava aos seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número deles.

Jó: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração.

Narrador: Certo dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também satanás com eles.

Obs: Deus e Satanás não aparecerão, somente ouvirá as vozes.


Deus: Donde vens?

Satanás: de rodear a terra.

Deus: Observaste meu servo Jó? Porque ninguém há na terra, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.

Satanás: Porventura, Jó teme a Deus em vão? Acaso não destes riquezas? Os seus bens se multiplicaram na terra. Estende a tua mão em tudo o quanto tens e verás se não blasfema contra ti na tua face.

Deus: Eis que tudo quanto tem está no teu poder, somente contra ele não estenderás a mão.

(satanás sai da presença de Deus)

Narrador: E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam na casa do irmão primogênito, veio um mensageiro a Jó.

(entra o mensageiro 1 afoito)
Mensageiro1:Os bois lavravam e as jumentas estavam com eles, de repente chegaram os sabeus, roubando e matando os servos ao fio da espada; só eu escapei para trazer-te a nova.

(sai o mensageiro 1 e entra rapidamente o mensageiro 2)

Mensageiro2: Fogo de Deus caiu do céu e queimou as ovelhas e os moços, e os consumiu; e só eu escapei para trazer-te a nova.

(Enquanto este ainda falava, entra o mensageiro 3)
Mensageiro 3: Os caldeus, dividindo-se em três bandos, roubaram os camelos ; e mataram os moços ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova.

(Enquanto este ainda falava, entra o mensageiro 4)
Mensageiro 4: Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho em casa do irmão mais velho, e eis que vindo um grande vento de além do deserto, soprou nos quatro cantos da casa, e ela caiu sobre os seus filhos, de sorte que morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova.

(Então Jó se levanta, rasga o seu manto, lançando-se em terra, adora)
Jó: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.

Narrador: Em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. Chegou outra vez o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor; e veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor.

Deus: Donde vens?

Satanás: De rodear a terra, e de passear por ela.

Deus: Notou porventura o meu servo Jó? Que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal? Ele ainda retém a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para consumi-lo sem causa.

Satanás: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende agora a mão, e toca-lhe nos ossos e na carne, e ele blasfemará de ti na tua face!

Deus: Eis que ele está no teu poder; somente poupa-lhe a vida.

Narrador: Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor, e feriu Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça.

( entra Jó todo machucado, e se descascando com um caco na mão)

Esposa: Ainda reténs a tua integridade? Blasfema de Deus, e morre.

Jó: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal? Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios.

(começa aqui a lamentação de Jó)

Jó: Maldito o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Nasceu Jó. Por que não morri ao nascer? Por que não morri ao vir à luz? Pois em lugar de meu pão vem o meu suspiro, e os meus gemidos se derramam como água. Não tenho repouso, nem sossego, nem descanso.

Amigo1(Elifaz): Jó, vc é aquele que ensina a muitos, e tem fortalece as mãos fracas. As tuas palavras sustentam aos que cambaleavam. Mas agora que se trata de você; fica fraco e desanimas. Porventura não está a tua confiança no teu temor de Deus, e a tua esperança na integridade dos teus caminhos? Chama agora; há alguém que te responda; Se fosse eu, buscaria a Deus, e a Deus entregaria a minha causa; Na fome Deus te livrará da morte, e na guerra do poder da espada.

Jó: Se eu pesasse a minha mágoa, e pusesse na balança a minha calamidade! Pois, na verdade, seria mais pesada do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido exageradas. Ensina-me Senhor, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.

Quando me deito não sei quando me levantarei, a noite é grande e canso-me de me virar na cama até o amanhecer. A minha carne se tem vestido de vermes e de torrões de pó; a minha pele endurece, e torna a rebentar-se.


Amigo 2 (Bildade) : Até quando você ficará falando tudo isso?até quando vc irá falar como o vento ? Se teus filhos pecaram contra ele, ele os entregou ao poder da sua transgressão. Mas, se você buscar a Deus, e ao Todo-Poderoso fizer a tua súplica, se fores puro e reto, certamente mesmo agora ele despertará por ti, e tornará segura a habitação da tua justiça.

Jó: Mas como pode o homem ser justo para com Deus? Ele é sábio de coração e poderoso em forças. Ele é o que remove os montes, sem que o saibam, e os transtorna no seu furor;


(olhando para o céu)
Jó: Tenho tédio da minha vida; Não me condenes!me fale por que contendes comigo. É seu prazer em me oprimir?Em favorecer o desígnio dos ímpios?

Amigo3 (Zofar) : Não se dará resposta à multidão de palavras? ou será justificado o homem falador? Pois você diz que a sua doutrina é pura, e que é limpo aos teus olhos. Mas, na verdade, tomara que Deus fale e abra os seus lábios contra você, se você tem algum pecado lança-o para longe de você, e não deixe o pecado habitar na sua casa;

(Jó, fala para todos os amigos)

Jó: Sou motivo de riso para os meus amigos; eu, que invocava a Deus, e ele me respondia! Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus. Calai-vos perante mim, para que eu fale. Eis que ele me matará; não tenho esperança; contudo defenderei os meus caminhos diante dele. Quem do imundo tirará o puro? Ninguém.

Amigo1: Jó, você destrói a reverência, e impedes a meditação diante de Deus. Pois a tua iniqüidade ensina a tua boca. A tua própria boca te condena, e não eu;

Jó: Ainda que eu fale, a minha dor não cessa. Os meus amigos zombam de mim; mas os meus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus, O meu espírito está triste, os meus dias estão chegando ao fim, a sepultura está preparada!

Amigo2: Tais são, na verdade, as moradas do ímpio, e tal é o lugar daquele que não conhece a Deus.

Jó: (para o amigo) Já dez vezes você me humilhou! Você não fica com vergonha de me maltratar? Embora eu tenha errado, comigo fica o meu erro. Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida esta minha pele, então fora da minha carne verei a Deus;


Amigo3: Ora, os meus pensamentos me fazem responder, e por isso eu me apresso. Jó, você engoliu riquezas, mas irá vomitá-las; O que você adquiriu pelo trabalho, será devolvido, por que oprimiu e desamparou os pobres. Nada escapou à sua ambição. Os céus revelarão a sua iniqüidade, e contra ele a terra irá se levantar.


Amigo1: Jó, não é grande a tua malícia? E sem medida as tuas maldades? Pois sem causa você tomou emprestado a teus irmãos e aos nus roubou dos vestidos. Mandou embora vazias as viúvas, e os braços dos órfãos foram quebrados!


Jó: Ah, se eu soubesse onde encontrar Deus! E pudesse chegar ao seu tribunal! Falaria para ele a minha causa, e encheria a minha boca de argumentos.

Narrador: Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento? O homem não lhe conhece o caminho; nem se acha ela na terra dos viventes. O abismo diz: Não está em mim; e o mar diz: Ela não está comigo. Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar. Porque ele perscruta até as extremidades da terra, sim, ele vê tudo o que há debaixo do céu.

Jó: (lembrando-se do seu passado) Ah! Quem me dera ser como eu era antigamente, como nos dias em que Deus me guardava; como era nos dias do meu vigor, quando o Deus estava sobre a minha tenda! Mas agora zombam de mim os de menos idade do que eu. A minha pele endurece e cai, e os meus ossos estão queimados do calor.

Deus: Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-me saber, se tens entendimento. Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? Sobre que foram firmadas as suas bases, Compreendeste a largura da terra? Me diga saber, se sabes tudo isso.

Jó: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.

Deus: (fala para o amigo1) : A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos, porque não tendes falado de mim o que era reto, como o meu servo Jó. Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei um holocausto por vós; e o meu servo Jó orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que eu não vos trate conforme a vossa estultícia; porque vós não tendes falado de mim o que era reto, como o meu servo Jó.


 (neste momento, Jó ora pelos amigos)

Narrador: O Senhor, pois, virou o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor deu a Jó o dobro do que antes possuía. Então vieram ter com ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa; condoeram-se dele, e o consolou de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro e um pendente de ouro. E assim abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois Jó chegou a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. Também teve sete filhos e três filhas. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque. E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. Depois disto viveu Jó cento e quarenta anos, e viu seus filhos, e os filhos de seus filhos: até a quarta geração. Então morreu Jó, velho e cheio de dias.